Agricultora de Aspásia, interior de São Paulo, Rosiane Lopes transformou desafios pessoais em conquistas e agora celebra o prêmio Mulheres Positivas do Agronegócio

Vem de Aspásia, no Noroeste Paulista, a história da produtora rural Rosiane Aparecida da Silva Lopes, de 37 anos, cujo percurso reflete dedicação e paixão pelo campo. Ela começou a trabalhar na fazenda em 2011, quando decidiu assumir os 2 mil pés de laranja da família em um momento difícil: o pai enfrentava um câncer e o marido trabalhava fora, permanecendo muitos dias longe da propriedade. “Foi assim que as coisas aconteceram. Após muita luta, conseguimos adquirir mais terras em 2018 e ampliamos a produção”, conta ela, que hoje cultiva também outras frutas, como pitaya e caju.
“Sou agricultora por paixão. Trabalho com trator, pulverizador… acordo de madrugada se for preciso”, diz Rosiane.
Além de produzir para o mercado e para a indústria de sucos, a fazenda de Rosiane é parceira do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de fornecer frutas para cooperativas que abastecem a merenda escolar em São José do Rio Preto.

Desde julho de 2025, Rosiane faz parte do Fruto Resiliente, projeto da Fundação Solidaridad que promove melhores práticas na produção de laranja. Após participar de um treinamento sobre conservação do solo e uso de defensivos agrícolas, ela vem consolidando um modelo de cultivo sustentável e resiliente. “O apoio técnico da Solidaridad é muito importante. Sempre que precisamos, temos assistência. Isso fortalece nossa propriedade e garante qualidade para quem consome nossas frutas”, destaca.
Reconhecimento nacional

A trajetória da citricultora foi reconhecida no mês passado com o prêmio Mulheres Positivas do Agronegócio. Rosiane foi indicada por sua madrinha na categoria Frutas e, após votação aberta, conquistou o reconhecimento. “Ganhar essa premiação é reconhecer o esforço da nossa propriedade. Foi gratificante”, celebra. A premiação é uma iniciativa do grupo Mulheres Positivas, que chega a sua 3ª edição dando visibilidade às mulheres do agro em todo o Brasil.
A história de Rosiane mostra como a resiliência pode transformar desafios em conquistas. Com dedicação e visão empreendedora, ela acredita que a citricultura pode ser cada vez mais sustentável e inclusiva. E assim inspira outras mulheres a ocupar espaços no agro e mostra que o futuro da agricultura brasileira passa pela diversidade, inovação e força feminina.
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